A jovem Daniela dos Santos Barbosa, de 25 anos, tinha perdido a esperança de conseguir sentir um coração forte batendo em seu peito. Mas uma ligação mudou totalmente o seu destino. A família de um mineiro, que faleceu em um acidente de trânsito, deu mais uma chance da jovem sobreviver. Ela é portadora de miocardiopatia dilatada, conhecida popularmente como coração grande. Aos 17 anos, a baiana passou por uma cirurgia, que adiou o que seria inevitável: o transplante.

Daniela é portadora de miocardiopatia dilatada, conhecida popularmente como coração grande

A cirurgia foi realizada no dia 12 de abril, no Hospital Evangélico de Vila Velha, e a chance dela conseguir um coração compatível era mínimo. “Era 7% de chance dela conseguir um doador compatível com o quadro clínico dela. Ela estava quase morrendo”, comenta o cirurgião Assad Sassine.

No mesmo dia da cirurgia, sem esperanças de receber a doação, Daniela receberia alta, mas na noite anterior, a jovem recebeu uma grande surpresa, que mudaria a sua vida dela para sempre. A Central Nacional de Captação de Órgãos e Tecidos (CNCDO) entrou em contato para informar que havia um doador compatível em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, de um jovem, de 21 anos, que morreu vítima de acidente de trânsito.

Após a busca do órgão, por um avião fretado pela FAB, e um longo processo de transplante, em 40 minutos o coração estava batendo no peito de Daniela.

Ela se recuperou bem, sem que houvesse qualquer intercorrência, tanto que em pouco mais de 12 horas após o transplante ela já se alimentava normalmente. Ela, que não tinha mais esperança de vida, vai poder rever filho de dois anos, que não vê há três meses.